LUIZ GONZAGA DE SOUZA, NASCEU NO POVOADO DE SACRAMENTO, ATUAL CIDADE DE IPANGUAÇU,
NA ÉPOCA MUNICÍPIO DE ASSÚ-RN, NASCIDO EM
24 DE NOVEMBRO DE 1917, FILHO DO CASAL
MANOEL GONZAGA DE SOUZA E MARIA
CONCEIÇÃO DE OLIVEIRA
STPM JOTA MARIA - MOSSORÓ-RN, 23 DE MAIO DE 2009
LUIZ GONZAGA DE SOUZA, NASCEU NO POVOADO DE SACRAMENTO, ATUAL CIDADE DE IPANGUAÇU,
NA ÉPOCA MUNICÍPIO DE ASSÚ-RN, NASCIDO EM
24 DE NOVEMBRO DE 1917, FILHO DO CASAL
MANOEL GONZAGA DE SOUZA E MARIA
CONCEIÇÃO DE OLIVEIRA
Imagem da Cadeia Pública de Pombal Onde Jesuíno Brilhante Liderou Ataque para Libertar seu Irmão Lucas em 1.874

Foto extraída do Site da Sociedade Brasileira do Cangaço
Segundo Câmara Cascudo, "ficaram famosos os assaltos à cadeia de Pombal (PB) para libertar seu irmão Lucas (1874) e, no ano de 1876, à cidade de Martins (RN). Cercado pela polícia local, Jesuíno e seus dez companheiros abriram passagem através de casas, rompendo as paredes, cantando a antiga "Curujinha". Câmara Cascudo afirma ainda que Jesuíno "nunca exigiu dinheiro ou matou para roubar". A imaginação popular acrescentou à biografia do cangaceiro centenas de batalhas, das quais Jesuíno Brilhante teria participado sem que tivesse levado um só tiro...
Em dezembro de 1879, na região das Águas do Riacho de Porcos, Brejos da Cruz, na Paraíba, Jesuíno foi atingido no braço e no peito, sendo levado, agonizante, por seus amigos. Morreu no lugar chamado "Palha", onde foi sepultado.
Entre as principais ações de Jesuíno, narradas no livro de Raimundo Nonato, encontram-se o saque à Cadeia Pública de Pombal (Paraíba), em 1874, e a invasão à cidade de Imperatriz (hoje Martins, no Rio Grande do Norte) para resgatar uma moça raptada pelo filho de um fazendeiro.
A Saga do Cangaceiro Jesuíno Brilhante
Foto de Capa do Livro do Escritor Raimundo Nonato sobre o Cangaceiro Romântico Jesuíno Brilhante
Jesuíno Brilhante nasceu em Patu, no sítio Tuiuiú, em 1844, filho da aristocracia rural sertaneja. Em 1871 entrou no cangaço por vingança, após um irmão dele ter sofrido uma surra nas ruas da cidade e uma cabra de sua fazenda ter sido roubada.
O seu cangaço difere do de outros bandoleiros que povoam a memória popular nordestina como Virgulino Ferreira - mais conhecido como Lampião - e Antônio Silvino, pois Jesuíno implantou à sua maneira um sistema de "justiça" em uma terra onde reinava a lei do mais forte e não fez desta atividade uma profissão.
Segundo Frederico Pernambucano de Mello, o fenômeno do cangaço pode ser classificado de três formas: o cangaço por vingança, o cangaço como profissão e o cangaço refúgio. Assim como Lampião, Jesuíno é um dos principais exemplos de cangaço por vingança, cuja existência se justifica pela total ausência do exercício da justiça por parte do Estado.

Foto: Imagens Google
Carlos Tourinho - Diretor de Fotografia do Filme Jesuíno Brilhante o Cagaceiro Romântico
A literatura sobre o "Cangaceiro Romântico" inspirou o cineasta carioca William Cobert que, em 1972, dirigiu o primeiro longa-metragem potiguar: Jesuíno o Cangaceiro. As armas utilizadas na produção foram cedidas pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte.
Em 1879, Jesuíno foi vítima da emboscada de uma milícia liderada por Preto Limão, seu algoz, sob encomenda do coronel João Dantas, após ter sido traído por um seleiro nas margens do Riacho dos Porcos, na comunidade Palha no sopé da Serra de João do Vale, no município de São José do Brejo do Cruz (Paraíba), antigamente São José dos Cassetes.
Seus restos mortais foram resgatados pelo médico Almeida Castro e durante várias décadas estiveram expostos no Colégio Diocesano em Mossoró, para depois fazer parte do acervo museológico do alienista Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Hoje, encontram-se perdidos.

Nery Vitor - Ator que fez Jesuíno Brilhante no Filme de Willian Cobbett. Foto: azougue.com
Jesuíno Brilhante - O Cangaceiro foi gravado no interior no Rio Grande do Norte sendo o primeiro longa-metragem rodado integralmente no estado pelo falecido cineasta William Cobbett, no ano de 1972 ano esse de seca, com poucos recursos financeiros e enfrentando ainda uma dura repressão política, só por estas razões já merecia grande mérito, mas foi além, participando em 1973, como convidado do júri do V Festival de Moscou, onde foi adquirida cópia pela antiga União Soviética, e hoje países como Índia, Polônia Hungria e Espanha ainda possuem cópias do filme em suas cinematecas.
O filme mostra a saga de Jesuíno Alves de Melo Calado, logo depois chamado de Jesuíno Brilhante que nasceu em Tuiuiú Patu no Rio Grande do Norte em 1844 e morreu lutando em Brejo da Cruz na Paraíba em fins de 1879, Jesuíno ganhou
fama como cangaceiro gentil-homem, o bandoleiro romântico, um espécie matuta de Robin Hood adorado pela população mais pobre, o filme conta com Carlos Tourinho na direção de fotografia e o ator Nery Victor no papel do Jesuíno Brilhante.

Casa de Pedra - Sitio Cajueiro. Foto: Aluisio Dutra
Jesuíno se diferencia dos demais cangaceiros por ter procurado intervir em questões sociais como a distribuição para as pessoas necessitadas dos gêneros alimentícios destinados a combater as secas, que subtraía dos coronéis saqueando os comboios de víveres que eram enviados pelo Governo para as vítimas das secas, mas que ficavam nas mãos dos poderosos e nunca chegavam à população. Jesuíno também se destacou por intervir em situações de violência sexual contra as mulheres uma década antes do reconhecimento legal do crime de estupro.
Famílias inteiras chegaram a fazer parte do seu bando como estratégia de sobrevivência. De 1871 a 1879, implantou um "Estado paralelo" nos sertões nordestinos, cujo eixo central era a região do Patu ("terra alta", em tupi) e cuja principal fortaleza a chamada Casa de Pedra (caverna encravada na Serra do Lima).
Vários autores escreveram sobre Jesuíno, entre eles Luis da Câmara Cascudo, Gustavo Barroso, Ariano Suassuna e Raimundo Nonato. Este último é autor de Jesuíno Brilhante, O Cangaceiro Romântico, que narra a inteira epopéia do bandoleiro.

Serra do Cajueiro - Patu-RN
Para Câmara Cascudo, ele "foi o cangaceiro gentil-homem, o bandoleiro romântico, espécie matuta de Robin Hood, adorado pela população pobre, defensor dos fracos, dos velhos oprimidos, das moças ultrajadas, das crianças agredidas (...) Baixo, espadaúdo, ruivo, de olhos azuis, meio fanhoso, ficava tartamudo quando zangado. Homem claro, desempenado, cavaleiro maravilhoso, atirador incomparável de pistola e clavinote, jogava bem a faca e sua força física garantia-lhe sucesso na hora do "corpo a corpo". Era ainda bom nadador, vaqueiro afamado, derrubador e laçador de gado.
Sua pontaria infalível causava assombro, especialmente porque Jesuíno, ambidestro, atirava com qualquer das mãos.
Casou com D. Maria, tendo cinco filhos dessa união.
Envolvido com uma questão de família, Jesuíno matou o negro Honorato Limão, no dia 25 de dezembro de 1871. Foi sua primeira vítima.
Como lembra Tarcísio Medeiros, era "irredutível em questão de honra". O autor, em seguida, cita um texto de Raimundo Nonato, que narra um episódio, onde Jesuíno Brilhante se hospedou em uma casa. O marido estava ausente. Um bandido, de nome Montezuma, procurou se aproveitar da situação para perseguir a proprietária da casa. Jesuíno, revoltado, matou o malfeitor. Outro caso: assassinou um escravo, José, porque tentou violentar uma mulher.
Fonte: Texto de Frederico de Mello e pesquisa de Edvaldo Morais.

Serrote da Tropa - Sítio Santo Antônio Zona Rural do Município de São José de Brejo do Cruz-PB (conhecido também como São José dos Cacetes). Foto Pôla Pinto
Obs: Provável local da emboscada contra Jesuíno Brilhante causando a sua morte

o coronel Antônio Gurgel do Amaral, este irmão de Tilon Gurgel e filho do CAPITÃO VALERIANO VALERIANO GURGEL DO AMARAL e DONA CAETANA LESUMIRA GURGEL DO AMARAL Joaquim Moreira, proprietário da Fazenda "Nova", no sopé da serra de Luis Gomes, dona Maria José, proprietária da Fazenda "Arueira" e outros. Coube ao coronél Antônio Gurgel, um dos seqüestrados, escrever uma carta ao prefeito de Mossoró, Rodolfo Fernandes, fazendo algumas exigências para que a cidade não fosse invadida. Era a técnica usada pelos cangaceiros ao atacar qualquer cidade. Antes, porém, cortavam os serviços telegráficos da cidade, para evitar qualquer tipo de comunicação. Quando a cidade atendia o pedido, exigiam além de dinheiro e jóias, boa estadia durante o tempo que quisessem, incluindo músicos para as festas e bebidas para as farras. Quando o pedido não era aceito, a cidade era impiedosamente invadida.
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PROMOÇÃO POST-MORTEM DO TENENTE ALBERTO
O Interventor Federal do Rio Grande do Norte, Capitão Tenente BERTINO DUTRA DA SILVA, no dia 28 de setembro de 1932 promoveu post-mortem a primeiro tenente, o segundo tenente PMRN ALBERTO GOMES DE SOUZA, através do Decreto n° 342, de 28 de setembro de 1932, abaixo transcrito.
DECRETO Nº 342, DE SETEMBRO DE 1932
O INTERVENTOR FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE, usando de suas atribuições, e considerando que o 2º Tenete do Batalhão de Polícia Militar, ALBERTO GOMES DE SOUZA, incorporado às tropas em operações contra os rebeldes paulistas, foi morto, no dia 22 do corrente, em combate, no qual de destacou cela coragem, firmeza e abnegação com que lutava pela defesa da integridade da Pátria;
Considerando que o seu heroísmo e sacrifício constituem um nobre exemplo de patriotismo e de dignidade militar;
CONSIDERANDO que o extinto ainda não tinha, como oficial, o tempo de exercício necessário para que a sua família fizesse jus à pensão de Mobtepio;
CONSIDERANDO porém, que tem o Estado o dever de amparar a família dos que perdem a vida no desempenho de tão alta missão
DECRETA:
Art. 1º - É promovido, por ato de bravura, ao posto de 1º tenente do Batalhão de Polícia Militar, o 2º Tenente PM ALBERTO GOMES DE SOUZA, morto em combate contra os rebeldes de São Paulo
Art. 2º - É considerada à mãe do referido oficial, a partir do dia 22 do corrente, uma pensão mensal de 300$00 )TREZENTOS MIL RÉIS) no caso de falecimento de beneficiária essa pensão será dividida entre as irmãs solteiras e os irmãos menores do extinto e se extinguirá nos casos previstos na Lei nº 637, de 11 de novembro de 1926, que dispõe sobre o Montepio dos funcionários estaduais.
Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, em Natal, 28 de setembro de 1932, 44] da Republica
(as) BERTINO DUTRA DA SILVA
Lélio Augusto Soares da CÂMARA